Design brasileiro vive fase de expansão e ganha protagonismo internacional com profissionais como Edgard Kozlowski

Por: Daniela Montenegro

O setor de design no Brasil atravessa um dos momentos mais promissores de sua história. De acordo com dados da Associação Brasileira de Empresas de Design, Abedesign, a expectativa é de crescimento de cerca de 9,2% em 2026, com faturamento estimado em R$ 22,5 bilhões. Atualmente, o segmento emprega aproximadamente 250 mil profissionais de forma direta no país, consolidando-se como um dos pilares da economia criativa nacional. No contexto latino-americano, o cenário também é vibrante, com mercados em expansão no México, Argentina, Colômbia e Chile, além da presença crescente de empresas globais que fortalecem o ecossistema regional.

Dentro desse universo em ascensão, o designer brasileiro Edgard Kozlowski se destaca como um dos nomes que simbolizam a maturidade e a projeção internacional do design nacional. Com carreira construída entre o Brasil e Nova York, Edgard acumula 12 anos de experiência no mercado brasileiro e internacional, atuando em projetos globais para grandes empresas de tecnologia, varejo e serviços financeiros. Em seu portfólio, constam trabalhos desenvolvidos para marcas como Google, Samsung, PayPal, Pfizer, Autodesk, Itaú e FreshDirect.

Para Edgard, o crescimento do setor está diretamente ligado à mudança de mentalidade das empresas em relação ao papel do design. “Hoje, o design deixou de ser apenas uma camada estética e passou a ocupar uma posição estratégica, influenciando decisões de negócio e a forma como as pessoas se relacionam com produtos e serviços”, afirma. Segundo ele, a experiência do usuário se tornou um diferencial competitivo essencial em um mercado cada vez mais digitalizado.

As áreas de Design Digital despontam como algumas das mais demandadas atualmente. Edgard observa que o mercado está em um processo claro de amadurecimento. “Existe uma busca crescente por especialistas em design systems, UI e motion design. O nível de exigência aumentou, e a especialização passou a ser determinante para quem quer se destacar”, explica. Esse movimento torna o setor mais competitivo, mas também mais valorizado.

Olhando para 2026, as tendências apontam para experiências cada vez mais imersivas e personalizadas. Tecnologias como Realidade Aumentada e Realidade Virtual e experiências 3D devem ganhar espaço na construção de interações digitais mais ricas. “As pessoas esperam experiências envolventes e intuitivas. O design precisa acompanhar esse comportamento e explorar novas formas de interação”, destaca Edgard.O designer também aponta a evolução das interfaces digitais com a Gen UI, em que as experiências deixam de ser estáticas e passam a se adaptar ao contexto do usuário. Nesse modelo, o papel do design é criar estruturas e regras que mantenham a experiência clara e confiável, mesmo quando a interface é gerada dinamicamente. Essa abordagem abre caminho para o uso mais estratégico da inteligência artificial nos produtos digitais.

A Inteligência Artificial também surge como uma das principais forças de transformação do setor. Para Edgard, a IA não substitui o designer, mas redefine processos. “A automação e as ferramentas baseadas em IA ampliam a capacidade criativa e produtiva, exigindo profissionais mais estratégicos e preparados”, afirma.

Com modelos de trabalho que vão do CLT ao freelance e ampla adoção do trabalho remoto, o design se consolida como uma profissão global. Esse cenário permite que designers brasileiros atuem para empresas internacionais, muitas vezes recebendo em moedas mais fortes. “Qualificação contínua e domínio do inglês são diferenciais fundamentais para aproveitar essas oportunidades”, conclui Edgard Kozlowski.

 

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